Caminhei pelas rotas mais desconhecidas, a ponto de nada querer encontrar. Carreguei na mochila apenas o que achava ser essencial para minha caminhada: desejo, ousadia e uma garrafinha de água. Não saí sozinha. Chamei meus sonhos para me acompanhar.
Carregando três coisas leves nas costas, rumei sem destino pela vida a fora junto de meus sonhos. Me fiz de turista do destino, conhecendo cada momento proposto por ele...
E depois de tanto andar, pedi uma pausa para descanso. Paramos em um momento qualquer e pedimos um cafezinho. Conversamos sobre tudo o que havíamos passado, visto, e na maior parte ríamos de tudo. Até que, ao longe vejo alguém que não conhecia... era uma menina, que mantinha a cabeça baixa, atenta a um livro que lia. Meu sonho disse para que abrisse a mochila e pegasse um pouco de ousadia e fosse me apresentar para aquela menina desconhecida que estava ali. Sem pensar, me levantei e fui. A cada passo que dava, sentia que meus pés estavam sincronizados com os ponteiros do relógio que lentamente marcavam os segundos. Coloquei-me em sua frente e me apresentei. Ela me convidou pra sentar. Conversamos por minutos sobre o que fizéramos até antes de nos conhecermos naquele café. Foi aí que ela me falou sobre o livro que lia. "O que é o amor". Me perguntou se conhecia... Disse-lhe que não. Para mim, aquilo era algo inexistente, uma historia científica, sendo mais irônica o possível. Foi então que ela me sorriu e disse que um dia conheceria o amor de verdade. Levantou-se e me disse tchau. Sabia que nos veríamos em breve, só não imaginava quando. Levantei, juntei-me a meu sonho e lhe contei o que havia acontecido, até que ele disse que eu havia voltado diferente, com um sorriso novo ao falar da menina. Rimos, levanta-mo-nos e voltamos a nossa caminhada...
Foi aí que me peguei pensando naquele sorriso... não sabia o que se passava comigo, mas era uma sensação boa. Muitas foram as perguntas buscando a resposta para o que eu sentia.
Imergida em pensamentos, me vi no meio de muita gente. Parecia estar perdida..até que ao longe, lá estava ela. Vagarosamente, ela veio a meu encontro. Inexplicavelmente, palavras fugiram de minha boca até que toda aquela gente entrar num verdadeiro preto no branco. Era apenas nós, destacadas. E com o abraço dela, falei ao seu ouvido o que sentia e ela me disse que havia descoberto o que era amor.
O amor, o que não sabia dizer o que era, estava na minha frente.
Agora, ando mais feliz. Carrego desejo, ousadia, minha garrafinha d'água e meu amor. Continuarei caminhando e caminhando sem pressa alguma, pois cada momento meu merece ser vivido intensamente. Fui.
Beijomeliga, Deniele ;*
terça-feira, 13 de julho de 2010
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