The Colored World

uma visão do lado "diferente" da vida

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Promessa...

Hoje, posso tocar o silêncio das palavras e cantar para as nuvens.
Faço canções com palavras perdidas, que aprendi na infância...
Pra cantar pra você.

Mergulho nos sonhos, e me levo a seu mundo.
Um abismo.
Corro, corro e corro,
Mas não busco a direção da saída
Busco a sua direção.

Você me aparece,
Entre uma volta e outra,
E diz que aquele é seu mundo.

Diz que está perdida naquele abismo,
no próprio abismo,
e pede ajuda.

Como sair daqui?
Como voltar?
Como é a vida lá fora, no seu mundo?

Digo que é simples, que vim para busca-la..
apresentar uma vida diferente.

Você parece ter medo
Num faz de conta,
tão inocente, pega minha mão.

Me diz estar cansada,
que a tristeza a enganou por muito tempo,
e tem medo.

Digo que estou ali, e canto para te acalmar.
Canto pra você, como pra's estrelas...
canto pra uma menina.

Então, olhamos juntos,
e mesmo parecendo perdido,
no meio do abismo,
sempre existe um caminho.

E o achamos.

E quando estamos por atravessar,
conhecer o novo,
você me para.
Olha em meus olhos e diz:
Promete não me abandonar?

Olho pra aqueles doces olhos
e digo:
Se vim de tão longe, é porque
algo faltava no meu mundo,
e não a deixarei.

Juro te fazer feliz,
juro te acompanhar,
juro te amar,
juro te ver caminhar.
Juro jamais te abandonar.

Então, você aperta minha mão,
e já não há mais espaço pro medo.
Te apresento o meu mundo
e sempre te agradeço...
Obrigada por existir.

Vamos jogar...


Foi com esse desejo que acordei certa manhã: querendo jogar.
Não tenho muitas fichas na mão, acho que umas 10, e cada uma delas possui um significado. Algumas indispensáveis, outras, essenciais pra mim... Porém, aquilo era um jogo, e estava afim de saber até onde vai meu limite.
Sento a mesa, e o destino dá as cartas. Como se fossem meu publico, a sorte e o azar se aproximam...
E começo a jogar. Para isso, preciso apostar algumas fichas... Aposto 3: egocentrismo, egoísmo e limites. Eram fichas que me incomodavam bastante, e se fosse pra começar perdendo, que fossem elas. Não mantenho meu olhar fixo nas cartas na mão, mas no que o azar me passava com suas manifestações. Um sorriso venenoso. Um simples sorriso e me fez acreditar que o jogo do destino estava ruim... Aumento minhas apostas e coloco mais algumas fichas na mesa. Dessa vez, aposto logo 4. Penso: porque não tentar a sorte, e ver o que dá? Só que em meio a tantos pensamentos, me esqueço que o azar estava ali, e ele poderia muito bem estar blefando. E foi o que aconteceu. A O azar blefou...
Então, me restaram duas fichas. As mais importantes; as que jamais abandonaria. Meu eu e o amor por aquele alguém.
Estava na reta final, e não havia vencedor o perdedor, apenas cartas. E o destino, calmo, com poucos palavras me pergunta: o que vai fazer?
Ele tinha a me oferecer algo fascinante, de certa forma, mas era passageiro: o prazer.
Duas fichas, batidas lentas dentro de mim e imagens de momentos únicos que o significado daquelas fichas me proporcionavam...
Abaixei as cartas. Peguei minhas fichas, levantei-me e fui embora. Optei pelo o que era necessário, sendo certo ou não. O destino sabia que o que eu tinha feito, outros não teriam feito. A sorte pela primeira vez, me sorriu e abençoou-me. O azar? O azar ficou se questionando: será que valeu ou não a pena? Afinal, o prazer é único.
E eu? Segui adiante e com a certeza, que valeu a pena não arriscar o que tenho, pois aquilo me trazia momentos melhores do que o prazer.
E assim segue a vida, as pessoas apostando, perdendo ou ganhando e levando.