Essa tarde, senti seu cheiro por entre o vento. Aquele perfume tão marcante, me deixou imersa nas minhas lembranças. Me fiz perguntas, me fiz respostas, mas nada me equilibrava novamente.
Me ocupei com futilidades, que desde sua partida, se fizeram uteis de alguma forma, mas nem minha ultima rota de fuga adiantava.
Foi então que te liguei. Meu coração batia mais forte a medida que chamava até quem do outro lado você atendeu. Sua voz era doce, calma, e não era triste. Era sua voz. Aquela que eu ouvia toda noite antes de dormir, aquela que me contava sonhos, aquela que dizia promessas... aquela também que me disse adeus. Então desliguei o telefone.
Como um ser humano normal, mergulhei no processo da realidade. Vi que nossos castelos e nomes marcados na areia seriam levados pelas ondas. Vi também que por mais que me dissessem para que eu tentasse esquecer, eu mesma não queria aquilo. Era bom ter você na minha mente, ainda sentir o calor que você me causou por tanto tempo. Tudo era bom até eu acordar qualquer dia desses chamados "dia apos o outro". Vi que era preciso sofrer, ou melhor, foi necessário sofrer. Não ser masoquista, mas um pouco irrealista.
Quado você pegou aquele trem, apenas me acenando e tentando esboçar um aliviante sorriso, me achei culpada por não chegar antes do trem e dizer que você deveria ficar... Porém me atrasei comprando flores. E hoje as agradeço.
Elas me ajudaram a guardar seu perfume e toda vez que o sentisse, lembraria de você de uma maneira doce. Boa.
Assim, alguns anos depois daquele dia, sentada nesse mesmo trem, desperto de um cochilo, e abro a janela do meu vagão. Avisto todo esse jardim afora e percebo que você estará comigo por todo lugar que se fizer belo, e me ajudará a sempre sorrir, assim como as rosas.
Sem mais.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
domingo, 15 de maio de 2011
Olha, eu sei que o barco tá furado e sei...
"Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe, mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando me dá vontade de não querer parar também.Tá me entendendo? Eu sei que sim. Eu entro nesse barco, é só me pedir. Nem precisa de jeito certo, só dizer e eu vou. Faz tempo que quero ingressar nessa viagem, mas pra isso preciso saber se você vai também. Porque sozinha, não vou. Não tem como remar sozinha, eu ficaria girando em torno de mim mesma. Mas olha, eu só entro nesse barco se você prometer remar também! Eu abandono tudo, história, passado, cicatrizes. Mudo o visual, deixo o cabelo crescer, começo a comer direito, vou todo dia pra academia. Mas você tem que prometer que vai remar também, com vontade! Eu começo a ler sobre política, futebol, ficção científica. Aprendo a pescar, se precisar. Mas você tem que remar também. Eu desisto fácil, você sabe. E talvez essa viagem não dure mais do que alguns minutos, mas eu entro nesse barco, é só me pedir. Perco o medo de dirigir só pra atravessar o mundo pra te ver todo dia. Mas você tem que me prometer que vai remar junto comigo. Mesmo se esse barco estiver furado eu vou, basta me pedir. Mas a gente tem que afundar junto e descobrir que é possível nadar junto. Eu te ensino a nadar, juro! Mas você tem que me prometer que vai tentar, que vai se esforçar, que vai remar enquanto for preciso, enquanto tiver forças! Você tem que me prometer que essa viagem não vai ser a toa, que vale a pena. Que por você vale a pena. Que por nós vale a pena.
Remar.
Re-amar.
Amar."
_Caio Fernando de Abreu.
Remar.
Re-amar.
Amar."
_Caio Fernando de Abreu.
sábado, 12 de março de 2011
O que é...
O que é a chuva lá fora, pra quem tem uma tempestade aqui dentro?!
O que são fotografias no albúm, pra quem vive lembranças na mente?!
O que é um som, pra quem ouve as batidas do seu coração?!
O que é um musica, pra quem te ouve pela manhã?!
O que é sonho, pra quem espera por um beijo teu?!
O que é graça, pra quem sorri sua alegria?!
O que é tempo, pra quem espera por você?!
E o que é distancia, pra quem sente algo por você?!
Sem mais.
O que são fotografias no albúm, pra quem vive lembranças na mente?!
O que é um som, pra quem ouve as batidas do seu coração?!
O que é um musica, pra quem te ouve pela manhã?!
O que é sonho, pra quem espera por um beijo teu?!
O que é graça, pra quem sorri sua alegria?!
O que é tempo, pra quem espera por você?!
E o que é distancia, pra quem sente algo por você?!
Sem mais.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Promessa...
Hoje, posso tocar o silêncio das palavras e cantar para as nuvens.
Faço canções com palavras perdidas, que aprendi na infância...
Pra cantar pra você.
Mergulho nos sonhos, e me levo a seu mundo.
Um abismo.
Corro, corro e corro,
Mas não busco a direção da saída
Busco a sua direção.
Você me aparece,
Entre uma volta e outra,
E diz que aquele é seu mundo.
Diz que está perdida naquele abismo,
no próprio abismo,
e pede ajuda.
Como sair daqui?
Como voltar?
Como é a vida lá fora, no seu mundo?
Digo que é simples, que vim para busca-la..
apresentar uma vida diferente.
Você parece ter medo
Num faz de conta,
tão inocente, pega minha mão.
Me diz estar cansada,
que a tristeza a enganou por muito tempo,
e tem medo.
Digo que estou ali, e canto para te acalmar.
Canto pra você, como pra's estrelas...
canto pra uma menina.
Então, olhamos juntos,
e mesmo parecendo perdido,
no meio do abismo,
sempre existe um caminho.
E o achamos.
E quando estamos por atravessar,
conhecer o novo,
você me para.
Olha em meus olhos e diz:
Promete não me abandonar?
Olho pra aqueles doces olhos
e digo:
Se vim de tão longe, é porque
algo faltava no meu mundo,
e não a deixarei.
Juro te fazer feliz,
juro te acompanhar,
juro te amar,
juro te ver caminhar.
Juro jamais te abandonar.
Então, você aperta minha mão,
e já não há mais espaço pro medo.
Te apresento o meu mundo
e sempre te agradeço...
Obrigada por existir.
Faço canções com palavras perdidas, que aprendi na infância...
Pra cantar pra você.
Mergulho nos sonhos, e me levo a seu mundo.
Um abismo.
Corro, corro e corro,
Mas não busco a direção da saída
Busco a sua direção.
Você me aparece,
Entre uma volta e outra,
E diz que aquele é seu mundo.
Diz que está perdida naquele abismo,
no próprio abismo,
e pede ajuda.
Como sair daqui?
Como voltar?
Como é a vida lá fora, no seu mundo?
Digo que é simples, que vim para busca-la..
apresentar uma vida diferente.
Você parece ter medo
Num faz de conta,
tão inocente, pega minha mão.
Me diz estar cansada,
que a tristeza a enganou por muito tempo,
e tem medo.
Digo que estou ali, e canto para te acalmar.
Canto pra você, como pra's estrelas...
canto pra uma menina.
Então, olhamos juntos,
e mesmo parecendo perdido,
no meio do abismo,
sempre existe um caminho.
E o achamos.
E quando estamos por atravessar,
conhecer o novo,
você me para.
Olha em meus olhos e diz:
Promete não me abandonar?
Olho pra aqueles doces olhos
e digo:
Se vim de tão longe, é porque
algo faltava no meu mundo,
e não a deixarei.
Juro te fazer feliz,
juro te acompanhar,
juro te amar,
juro te ver caminhar.
Juro jamais te abandonar.
Então, você aperta minha mão,
e já não há mais espaço pro medo.
Te apresento o meu mundo
e sempre te agradeço...
Obrigada por existir.
Vamos jogar...

Foi com esse desejo que acordei certa manhã: querendo jogar.
Não tenho muitas fichas na mão, acho que umas 10, e cada uma delas possui um significado. Algumas indispensáveis, outras, essenciais pra mim... Porém, aquilo era um jogo, e estava afim de saber até onde vai meu limite.
Sento a mesa, e o destino dá as cartas. Como se fossem meu publico, a sorte e o azar se aproximam...
E começo a jogar. Para isso, preciso apostar algumas fichas... Aposto 3: egocentrismo, egoísmo e limites. Eram fichas que me incomodavam bastante, e se fosse pra começar perdendo, que fossem elas. Não mantenho meu olhar fixo nas cartas na mão, mas no que o azar me passava com suas manifestações. Um sorriso venenoso. Um simples sorriso e me fez acreditar que o jogo do destino estava ruim... Aumento minhas apostas e coloco mais algumas fichas na mesa. Dessa vez, aposto logo 4. Penso: porque não tentar a sorte, e ver o que dá? Só que em meio a tantos pensamentos, me esqueço que o azar estava ali, e ele poderia muito bem estar blefando. E foi o que aconteceu. A O azar blefou...
Então, me restaram duas fichas. As mais importantes; as que jamais abandonaria. Meu eu e o amor por aquele alguém.
Estava na reta final, e não havia vencedor o perdedor, apenas cartas. E o destino, calmo, com poucos palavras me pergunta: o que vai fazer?
Ele tinha a me oferecer algo fascinante, de certa forma, mas era passageiro: o prazer.
Duas fichas, batidas lentas dentro de mim e imagens de momentos únicos que o significado daquelas fichas me proporcionavam...
Abaixei as cartas. Peguei minhas fichas, levantei-me e fui embora. Optei pelo o que era necessário, sendo certo ou não. O destino sabia que o que eu tinha feito, outros não teriam feito. A sorte pela primeira vez, me sorriu e abençoou-me. O azar? O azar ficou se questionando: será que valeu ou não a pena? Afinal, o prazer é único.
E eu? Segui adiante e com a certeza, que valeu a pena não arriscar o que tenho, pois aquilo me trazia momentos melhores do que o prazer.
E assim segue a vida, as pessoas apostando, perdendo ou ganhando e levando.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Tudo e nada...
Não há mais temas dentro do meu ser para serem exclusivamente criticados. Tudo é criticamente falado. Não há mais nada que eu não chegue a duvidar. Tudo tornou-se duvida. Duvido de mim, dos outros e do meu amor. Duvido da verdade, dos atos e dos acasos. Duvido até mesmo da minha duvida. Não sou feita de insegurança, apenas me tornei um espelho de cada um. Aprendi a mentir e a contar a verdade. A amar e a enganar... e quando isso acontece, tenho um problema agudo.
Sou amiga do amor, conhecida do ódio, e sua colega... Vivo mudando de humor, e quem acha que já foi vitima de minhas transformações, jamais conseguirá entender o que passo dentro de mim.
Tenho poucos amigos, duas pessoas importantes que considero parte do meu ser e um monte de pessoas que dizem "me querer bem". Não sei mais o que significa religião, apenas acredito na minha fé.
Conheci alguém que compartilho o que há de bom em mim, e conseqüentemente, ela acabou conhecendo meu lado ruim. Somos bastante parecidas, e por mais diferente que sejamos em opinião, aprendemos a nos amar.
Acho que sou bastante imperativa quanto a tudo. Não gosto da rotina.
Sei sonhar, amar, abraçar e sou fortemente conquistada pela simplicidade. Não gosto de máscaras, porque elas escondem a verdade e mesmo que dolorosa, eu gosto dela.
Sou um turbilhão de pessoas dentro de uma. Sou seu reflexo, seu amor, beijo doce e despedida. Também sou dor, colo e carícia. Sou um todo, e talvez, você veja um nada.
Deniele.
Sou amiga do amor, conhecida do ódio, e sua colega... Vivo mudando de humor, e quem acha que já foi vitima de minhas transformações, jamais conseguirá entender o que passo dentro de mim.
Tenho poucos amigos, duas pessoas importantes que considero parte do meu ser e um monte de pessoas que dizem "me querer bem". Não sei mais o que significa religião, apenas acredito na minha fé.
Conheci alguém que compartilho o que há de bom em mim, e conseqüentemente, ela acabou conhecendo meu lado ruim. Somos bastante parecidas, e por mais diferente que sejamos em opinião, aprendemos a nos amar.
Acho que sou bastante imperativa quanto a tudo. Não gosto da rotina.
Sei sonhar, amar, abraçar e sou fortemente conquistada pela simplicidade. Não gosto de máscaras, porque elas escondem a verdade e mesmo que dolorosa, eu gosto dela.
Sou um turbilhão de pessoas dentro de uma. Sou seu reflexo, seu amor, beijo doce e despedida. Também sou dor, colo e carícia. Sou um todo, e talvez, você veja um nada.
Deniele.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Devagar...
Não há mais motivos pra seguir adiante com pressa. Por tanto tempo segui meus caminhos correndo, até chegar no final. Mas tive que me perguntar no meio do mesmo: onde, quando e o que é o final? Não sei.
Por isso, diminuí meu passo. Correndo por aí, deixei momentos incríveis passarem sem serem, "prazerosamente", degustados, e hoje, num momento de nostalgia, a saudade me faz ver que não vale a pena correr por aí.
Independente de como é o caminho, vale a pena olhar ao redor e ver a vida acontecer, e melhor do que isso, é fazer parte dela!
Quando as lembranças vierem, não sentiremos tanto aperto, mas sim sorriremos e pensaremos: "Nossa, como foi ótimo viver aquilo".
Assim que deve ser... A cada amanhecer um viver, um hoje, uma nova lembrança. A cada passo lento, um prazer, uma alegria... uma nostalgia da felicidade.
Por isso, diminuí meu passo. Correndo por aí, deixei momentos incríveis passarem sem serem, "prazerosamente", degustados, e hoje, num momento de nostalgia, a saudade me faz ver que não vale a pena correr por aí.
Independente de como é o caminho, vale a pena olhar ao redor e ver a vida acontecer, e melhor do que isso, é fazer parte dela!
Quando as lembranças vierem, não sentiremos tanto aperto, mas sim sorriremos e pensaremos: "Nossa, como foi ótimo viver aquilo".
Assim que deve ser... A cada amanhecer um viver, um hoje, uma nova lembrança. A cada passo lento, um prazer, uma alegria... uma nostalgia da felicidade.
"ando devagar, porque já tive pressa...
levo esse sorriso, porque já chorei demais"
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